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Home Espaço Veterinário A ATIVIDADE OVARIANA EM ÉGUAS PSI EM TREINAMENTO

A ATIVIDADE OVARIANA EM ÉGUAS PSI EM TREINAMENTO

A ATIVIDADE OVARIANA EM

ÉGUAS PSI EM TREINAMENTO

Autor: Leo Cury

A égua é uma fêmea poliéstrica estacional, ou seja, apresenta a grande maioria dos cios numa estação do ano (primavera e verão), permanecendo em anestro, conhecido como anestro estacional, nos meses de outono e inverno. Portanto, ela exibe atividade ovariana nos meses de maior intensidade de luz, que é um dos principais fatores responsáveis pelo cio na égua.

A puberdade, em média, ocorre por volta dos 18 meses, podendo variar entre as raças, manejo e alimentação. Na égua Puro Sangue de Corrida o cio já é observado antes dos 2 anos de vida. Portanto, as éguas alojadas nos hipódromos e centros de treinamento já podem ser consideradas maduras e aptas a ciclarem.

Quem milita com treinamento de cavalo de corrida tem sempre um questionamento: a égua em carreira apresenta cios? Ela apresenta atividade ovariana normal, com ovulações e formação de corpo lúteo?

Para que inicie o funcionamento do ovário, é preciso que o Hipotálamo secrete o hormônio GnRH que irá estimular a Hipófise a produzir e secretar os hormônios Folículo Estimulante (FSH) e Luteinizante (LH), que são os responsáveis pelo desenvolvimento folicular (FSH) e maturação do folículo e ovulação (LH). Uma vez ocorrendo a ovulação, haverá a formação do Corpo Lúteo.

Quando o folículo vai crescendo por estímulo do FSH, vai produzindo o hormônio Estrogênio, que é o responsável pelas manifestações de cio e conseqüentemente a aceitação do macho para a monta. Quando ocorre a ovulação e a formação do Corpo Lúteo, por ação do LH, começa a produção da Progesterona que é o hormônio responsável pelo diestro, o período de não aceitação do macho.

É comum, profissionais do cavalo relacionarem alguns comportamentos com cio, como por exemplo o constante abano da cauda e micção. Algumas éguas durante o galope ou mesmo na corrida tem o hábito de balançarem a cauda intensamente. Muitas vezes o fazem acompanhado de micção. Já tive a oportunidade de examinar por palpação retal, ovários de éguas com esse comportamento e quase sempre observei ovários pequenos, sem qualquer crescimento folicular. Quando muito, discretos folículos, completamente incompatíveis com cio.

Acredito que esse comportamento esteja mais relacionado ao estresse e nervosismo, do que ao cio.

O ciclo estral, é sensível e dependente de alguns fatores. A luz é preponderante para desencadear o funcionamento do eixo hipotálamo-hipófise. Sem os hormônios gonadotrópicos (FSH e LH), não há desenvolvimento folicular, portanto não haverá cio, ovulação e corpo lúteo. Outro aspecto importante é que o estresse a que são submetidas as éguas em treinamento tem uma constante liberação de adrenalina que inibe o eixo hipotálamo-hipófise para a liberação dos hormônios mencionados.

O ciclo estral na égua é dividido apenas em duas fases: estro, período de aceitação e monta com prevalência do estrogênio e diestro, período de não aceitação do macho com prevalência da progesterona. A grande maioria das éguas em treinamento apresentam ANESTRO, não há níveis sanguíneos elevados de estrogênio nem de progesterona, por praticamente completa inatividade ovariana.

As éguas em treinamento passam a maior parte do tempo encocheiradas, muito pouco expostas à luz. Algumas inclusive, galopam ainda no escuro ou no amanhecer do dia, sem qualquer ação da luz. Portanto, acredito que são raras as verdadeiras manifestações de cio em éguas em intenso treinamento, apesar de admitir também, porém raramente, a possibilidade de cio em éguas mais velhas e que tenham uma diminuição do treinamento por alguma razão.

FONTE: Resumo técnico pertencente ao arquivo do blog: www.medvetsport.blogspot.com destinado a pesquisa, estudo e debate da Fisiologia do Exercício do Cavalo Atleta. Protegido pela Lei 9.610 – Direitos Autorais. Todos os artigos e imagens possuem a citação das fontes. Parceria Turfe Online – Vetnil - Blog Fisiologia do Exercício do Cavalo Atleta.

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