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INFLUENZA EQÜINA – A GRIPE DOS CAVALOS

INFLUENZA EQÜINA – A GRIPE DOS CAVALOS

Autora: Claudia Leschonski, MV

Tal como em outras espécies animais, e também no homem, a gripe dos cavalos é uma doença infecciosa causada pelos influenza-vírus, um grupo viral que se caracteriza por rápidas e constantes mutações. Por isso, vacinas contra esta virose são apenas parcialmente eficientes, já que o vírus se modifica periodicamente. Felizmente, a maioria dos casos de Influenza Eqüina tendem a ser benignos, representando risco de vida apenas para animais debilitados, muitos jovens ou geriátricos.

O maior problema causado por esta doença é de ordem econômica, já que ela acontece em surtos, que causam interrupção das temporadas desportivas, além de restrições ao trânsito de animais. Um bom regime preventivo alia aspectos de manejo – tais como nutrição e sanidade das instalações – a um bom protocolo de vacinação, sempre sob a orientação de um médico veterinário especializado em eqüinos.

Sintomas e diagnóstico diferencial

Os sintomas da gripe dos cavalos são respiratórios, com tosse, dispnéia (dificuldade respiratória) e presença de secreção nasal esbranquiçada, além de febre, o que deixa os animais abatidos e sem apetite. Se não for reconhecida e tratada a tempo, a influenza pode dar oportunidade para a instalação de infecções secundárias, a mais grave das quais é a pneumonia; casos fatais de influenza geralmente se dão por alguma associação de patologias respiratórias.

È muito comum que a influenza seja confundida com o garrotilho, outra doença respiratória comum em cavalos jovens, porém esta causada pela bactéria Streptococcus equi, e como tal sensível à antibioticoterapia. A influenza, como toda virose, não responde ao uso de antibióticos, embora os mesmos às vezes sejam prescritos pelo clínico veterinário em casos de gripe, para combater ou prevenir as infecções secundárias. Uma diferenciação importante entre influenza e garrotilho é que neste último a secreção nasal costuma ser de pus amarelo, e que nele muitas vezes há o característico abscesso dos linfonodos da faringe.

Prevenção

A vacinação contra a influenza deve ser anual para todos os cavalos, com reforço em época de surtos, especialmente nas populações de risco, que são éguas matrizes e potros até a idade de quatro anos – em outras palavras, a vacinação é muito importante em haras e jóquei clubes. No entanto, toda vacina apenas estimula o organismo a produzir suas próprias defesas contra a doença; por isso, apenas cavalos saudáveis, bem alimentados e com o sistema imunológico plenamente capacitado têm condições de responderem à vacinação. Pela mesma razão, é inútil vacinar animais que já apresentam sintomas da doença. Também é preciso lembrar que o prazo para que a vacina comece a oferecer proteção é de 14 a 21 dias após a aplicação; por isso, em toda situação (competição, viagem, etc) onde as autoridades sanitárias exijam o atestado de vacinação contra a influenza, tem que haver planejamento para que a mesma seja aplicada com a devida antecedência.

Tratamento

Após a confirmação do diagnóstico de Influenza, o médico veterinário prescreverá um tratamento individualizado para cada animal afetado. Em geral, recomenda-se:

a) Isolamento – todo animal afetado, ou com suspeita de influenza, deve ser mantido isolado dos sadios, para diminuir ao máximo a propagação da doença. Quando ocorre epidemia de influenza em haras ou hípicas, pode ser necessário estabelecer uma área de quarentena.

b) Repouso – todo cavalo acometido por influenza, mesmo que os sintomas sejam leves, deverá ter a atividade de treinamentos suspensa até a plena recuperação, durante um período mínimo de 14 dias, para evitar seqüelas permanentes nos pulmões. O ideal é soltura diária em piquete pequeno individual, por algumas horas, e estabulagem em cocheira limpa e arejada. Permanência constante em estábulos úmidos, abafados e pouco higiênicos irá piorar o quadro.

c) Alimentação – o concentrado deve ser reduzido à metade da quantidade habitual para reduzir o risco de cólica. Todo alimento deve ser apetitoso e de fácil ingestão e digestibilidade, considerando que muitos animais apresentam irritação de garganta que, em conjunto com a febre, diminui o apetite. Volumoso fresco e tenro (capineira) é o ideal; pode ser necessário amolecer o feno deixando-o de molho em água por aproximadamente duas horas. Em alguns casos, também pode ser necessário molhar o concentrado. Neste caso, é preciso se precaver para que os alimentos não fermentem, o que leva a cólicas.

d) Medicação: é sintomática de acordo com as necessidades do animal, podendo incluir, por exemplo:

1. Antitérmicos para controle da febre.

2. Soroterapia com complexo multivitamínico e antitóxico – reidratação e reforço do metabolismo, ajudando a combater os sintomas da doença.

3. Broncodilatores e mucolíticos – para aliviar os sintomas respiratórios e otimizar a eliminação da secreção pulmonar, diminuindo o risco de seqüelas e acelerando a cura. Um produto indicado para tanto é o PULMO PLUS GEL.

Na fase de recuperação é interessante adotar um esquema de trabalho leve (muito passo e trote), alimentação balanceada e também o uso de um protocolo de suplementação nutricional, assim acelerando a plena recuperação dos animais, fazendo com que eles ganhem peso, melhorem os valores sanguíneos e os indicadores gerais de saúde, possibilitando que retornem à funcionalidade plena com a menor perda de tempo possível.

A Equipe VETNIL de profissionais dedicados à saúde eqüina está à sua disposição para esclarecer suas dúvidas sobre influenza e outras doenças dos cavalos e também para ajudá-lo a desenvolver o melhor protocolo de tratamento para as necessidades de seu plantel. Se desejar, escreva para Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

(Fonte: VETNIL).

 

DICAS DA DRA.CLÁUDIA LESCHONSKI - CUIDADOS COM FERIMENTOS DOS CAVALOS

DICAS DA DRA CLÁUDIA LESCHONSKI

CUIDADOS COM FERIMENTOS DOS CAVALOS

1. Higiene diária e cuidadosa é o fator isolado mais importante para promover uma boa cicatrização de todos os ferimentos. Isto inclui a limpeza com água e sabão suave e a desinfecção com Água Oxigenada e Iodopovidona, ou outros produtos aconselhados pelo Médico Veterinário. A tricotomia – corte dos pêlos na região do ferimento – é importante tanto para permitir a completa visualização da lesão quanto para minimizar contaminação e facilitar a cicatrização.

2. Seis horas após o acidente ou trauma é o prazo máximo para se fazer uma sutura de pele, para que a mesma tenha boa probabilidade de cicatrização. Depois deste prazo, o veterinário poderá optar pela resolução por segunda intenção, ou ainda por procedimento cirúrgico para reavivar os bordos da ferida, dependendo do caso. Em todos os casos, o uso de FURANIL VETNIL, tanto após o tratamento inicial quanto no curativo diário, ajuda na desinfecção. O FURANIL pomada é indicado para ferimentos extensos e planos, enquanto o FURANIL solução funciona bem em lesões profundas, e/ou que necessitem de irrigação.

3. As “crostas” não ajudam a cicatrização, porém aumentam as condições de anaerobiose e contaminação bacteriana. Nunca devemos fazer curativos, especialmente com pomadas e outros produtos, “por cima” das crostas existentes, porém remover as mesmas, na medida do possível, a cada novo curativo. O uso do TERGENVET VETNIL pode ajudar na remoção de tecidos necrosados e secreções dos ferimentos. No ferimento já limpo, a aplicação de VETAGLÓS VETNIL tem ação bactericida, o que também promove a cicatrização.

4. Manter os ferimentos enfaixados ou cobertos estimula a cicatrização saudável, sem presença de carne esponjosa e Habronemose, às quais os eqüinos são muito suscetíveis. Quando a localização ou a natureza do ferimento impede o uso contínuo de ataduras, ele precisa ser limpo com freqüência, aplicando-se também um produto repelente para evitar a Míiase (bicheira). O ALANTOL VETNIL é um produto excelente para promover a cicatrização.

5. Mesmo em cavalos imunizados contra o tétano, aconselha-se o reforço da proteção vacinal através da aplicação de soro anti-tetânico, especialmente na ocorrência de ferimentos pequenos e profundos, que se localizam nos cascos e na parte baixa dos membros, que tenham sangrado pouco, e/ou que demoraram a ser percebidos.

6. A necessidade da revisão diária de todo o corpo dos cavalos, também em áreas ocultas ou de acesso mais difícil (embaixo da crineira, sola dos cascos, face interna dos membros, prepúcio, etc...), verificando a possível existência de ferimentos, é uma das razões para a recomendação da escovação diária de cada animal.

7. A melhor maneira de minimizar a ocorrência de acidentes com cavalos, e a gravidade destes acidentes, é fazer a manutenção rotineira de cercas de madeira e de arame, porteiras, quinas da cocheira, etc., e manejando os cavalos de modo a evitar brigas entre eles. Alguns ferimentos graves, por coice e mordidas, ou ainda com alguns cavalos encurralando outro num canto do piquete, são causados por desatenção dos encarregados ao formar os grupos de animais!

Para mais detalhes sobre os produtos, visite o site www.vetnil.com.br.

(Fonte: VETNIL).

 


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